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Uma singela homenagem - Roseleni Machado

 

                                      

 A Clóvis Tavares, em lembrança do 111º aniversário,

 gratidão para sempre.

Janeiro é um mês carregado de sentidos. Um mês inaugurador do tempo que se conta no calendário ocidental. Um mês que nos convoca intimamente ao reinício, sob as bases da esperança.

Janeiro é também o mês em que renasceu Clóvis Tavares, precisamente no dia 20 de 1915, no distrito de São Sebastião, em Campos dos Goytacazes. Inegavelmente, um recomeço de luz!

Desde então, já se vão cento e onze anos, quarenta e dois deles sem a sua presença física. E, se o tempo, com seu ritmo educativo, avança ainda sobre nossas experiências, também nos deixa imersos numa atmosfera de saudade ante as lembranças desse benfeitor querido!

Na sua origem, a palavra recordar significa trazer de novo ao coração.  E hoje recordamos esse amigo especial com um registro de gratidão, expressão de que, a despeito dos anos, sua presença referencial segue viva em nossos corações. Por isso, repassamos suas orientações espirituais, relemos seus textos, relembramos suas ações e exemplos cristãos – seu legado imperecível!

Sob as vibrações abençoadas deste dia, convido-os a uma breve incursão por uma obra da literatura infantojuvenil, muito admirada por ele e bastante conhecida pela delicadeza e profundidade de suas lições: O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupèry.

Nesse livro, o autor narra as aventuras de um principezinho em suas viagens por diversos planetas, à procura de amigos.

Encontrou tipos muito curiosos até que veio parar aqui na Terra, onde conheceu uma linda raposa. Dela, obteve valiosos ensinamentos sobre a amizade. Esta – disse-lhe a raposa- era resultante de um processo cuidadoso e paciente que exigia preparação dos corações, para que efetivamente se cativassem. Era necessária uma aproximação gradativa, a fim de que se fossem firmando as ligações de afeto. Sobretudo, era preciso “CRIAR LAÇOS”.

O principezinho aprendeu com a nova amiga que, quando laços desse tipo são estabelecidos entre os corações, cria-se, entre eles, uma responsabilidade para sempre. “TU TE TORNAS ETERNAMENTE RESPONSÁVEL POR AQUILO QUE CATIVAS” - foram as últimas palavras da raposa ao principezinho em sua despedida. E ecoaram, em seu íntimo, como indelével lição.

O que queremos demonstrar, ao reconstituirmos parte dessa narrativa, é a conexão substancial de Clóvis Tavares com a expressiva mensagem da raposa.  Como poucos, ele viveu a essência da amizade; como poucos, dedicou-se à beleza de CATIVAR!...

Incoercivelmente atraído pelo Amor de Jesus, com Ele estabeleceu laços tão luminosos, que nos envolveu a todos em emanações de paz e alegria!  E, porque nos cativou em Cristo e para Cristo, sente-se eternamente responsável por cada um de nós.  

É certamente por isso que, mesmo após a sua desencarnação, volta, pelo coração e pelas palavras, a nos reafirmar o seu zelo amoroso, aconselhando-nos, advertindo-nos e nos encorajando a seguirmos o roteiro do Evangelho.

Certos encontros são marcos em nossas vidas. Como o mês de janeiro, reiniciam-nos e nos convocam a transformações espirituais. Encontros assim são a certeza da distribuição de bênçãos, muitas vezes imerecidas, mas radiosas!

“Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro.” - ensina-nos o Eclesiastes.

Quem encontrou Clóvis Tavares, invariavelmente conheceu esse amigo. Por isso, jamais se cansa de o recordar.

> Texto de Roseleni da Silva Machado (janeiro de 2026)

> Photo: Lauren Cunha - rosa do Horto de Célia Lucius da Escola Jesus Cristo


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