Hoje meu Pai, Clóvis Tavares, completaria 111 anos.
E é com o coração cheio de reverência e ternura que recordo
que, mesmo após mais de um século, o seu nome continua vivo nos lábios e nas
obras de todos aqueles que aprenderam com ele a amar a Jesus.
Pregando com o coração, vivendo o Evangelho antes de proclamá-lo, Papai formou, sem jamais buscar glória pessoal, uma rede de discípulos que seguem honrando o seu legado.
E honrar, aqui, não é erguer estátuas nem louros, mas amar como um filho ama o Pai que o guiou, sabendo que toda glória, como ele sempre ensinou, pertence unicamente a Jesus.
Hoje, no plano espiritual, imagino Papai recebendo uma cornucópia de bênçãos. Colhendo, com serenidade, aquilo que semeou com tanto zelo.
E nesta manhã, em que a saudade aperta o peito, lembro-me de
que a "Saudade é o metro do Amor".
Não é simples ausência, não é só falta. É um sentimento nobre, que brota do miocárdio espiritual, esse ponto sagrado onde a vida eterna pulsa.
Por isso posso dizer, com a alma exposta: - Papai, estou com saudades.
O Senhor sempre foi para mim o Abba, o Papai que orienta,
que aponta o rumo, que sustenta com o olhar e com o exemplo.
E hoje, neste teu dia, desejo honrar o teu nome cumprindo o
quinto mandamento, convertendo as lágrimas de saudade em alegria de servir.
Imagino também que, na Escola Jesus Cristo Espiritual, há festa.
Vejo Mamãe Hilda, que partiu há sete meses, chegando com aquele sorriso que só o amor verdadeiro sabe oferecer. Vejo-os juntos, reencontrados, celebrando a vida que nunca termina.
Receba, Papai, nas fibras espirituais do teu magnânimo
coração, a nossa Saudade — que é, e sempre será, a medida exata do nosso Amor.
Beijos do teu menor filho, Flávio.
(Sebastião Clóvis Tavares nasceu em São Sebastião no dia 20 de janeiro de 1915)
> Texto de Flávio Mussa Tavares (filho amado de Clóvis Tavares)
.png)