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Um homem de oração | De Clóvis para Chico Xavier | 1977

 

Comoveram-me muito estas palavras de uma confissão do Mahatma Gandhi: "Não sou um homem de letras, nem um cientista, mas pretendo humildemente ser um homem de oração. Foi a oração que salvou a minha vida"...
Neste cinquentenário (em 1977) do mandato mediúnico de Francisco Cândido Xavier, o humilde e bom Chico Xavier, inúmeros corações recordam seu inegável valor, nos polivalentes aspectos de sua missão gloriosa.

Sua magnifica obra espiritual – cento e cinquenta volumes psicografados... (em 1977) Seu trabalho assistencial junto aos sofredores e aos humilhados da terra dos homens... Seu inesgotável amor, a repartir-se em pão da vida entre milhões de filhos do Calvário... Sua paciência sobre-humana ante os gemidos e o clamor dos aflitos... Suas virtudes de servidor fiel do Evangelho no lar e fora do lar, junto aos bons e aos desgarrados, para com os pobres e para com os ricos, entre os sorrisos das criancinhas e nos vales da sombra da morte...

Tudo está sendo lembrado e meditado, para nossa edificação, nos templos e nos lares espíritas, com o mais vivo sentimento de gratidão, ao recordarmos este meio século de trabalho e de renúncia, de luz e de martírio desse Discípulo Fiel, de coração mais alvo do que a neve...
Quis Deus, em sua Misericórdia, agraciar-me com a amizade protetora de nosso amado Chico. É tesouro cujo valor não sei calcular.

São quarenta e um anos em que meu pobre espírito tem recebido, incessantemente e prodigamente, do coração e das mãos do Apóstolo, benefícios espirituais sem conta e sem medida...
Não sei, não saberia, não poderia, em minha penúria total, encontrar expressões de louvor e reconhecimento.
"Diante disso, depois disso..." - repito com Rui - falecem-me as possibilidades de manifestar o sentimento agradecido.

Mesmo assim, ouso acentuar um aspecto, uma faceta da alma luminosa que todos reverenciamos.
À semelhança de Gandhi, Chico não é um homem de letras, nem um teólogo, nem um cientista. Contudo, além dos títulos mais valiosos que estes, que estão registrados na Eternidade, ele é um homem de oração.

Isso significa, nem mais nem menos, que é uma alma profundamente identificada com o Plano Divino. Tenho tido a ventura de testemunhar (tanto quanto possível, sem ferir a privacidade de sua vida) a sublime vivência espiritual do nosso admirável Amigo. É ele um verdadeiro filho de Deus, nascido e renascido no Espírito. É um coração que ternamente se reclinou junto ao coração do Mestre Divino, traduzido sem palavras, mas numa vida inteira, as sístoles e diástoles da Alma Sublime  de Jesus, seu refúgio e fortaleza.

E nesse espírito de comunhão com o Alto ele tem nobremente vivido, e tem sofrido dores que o mundo desconhece, e tem realizado milagres de amor, e tem socorrido multidões torturadas e sofredoras. Tudo em nome de Deus, e por amor de Deus, e para glória de Deus.
Permitam-me parafrasear os pensamentos de Gandhi, a quem também muito amo e muito devo: não sou entendido em ciências, nem homem de letras, nem teólogo, nem erudito em coisa alguma, mas pretendo humildemente, ser um homem de oração. Também a mim, foi a oração que me salvou a vida. E agora alegro-me nesta confissão: foi com Chico Xavier que aprendi a orar

Devo-lhe cornucópias de bênçãos. Rendo graças a Deus por sentir-me o menor dos servidores de Seu grande servo, buscando aprender a ser humilde servidor do Reino.
Santo Amigo, Amorável Benfeitor, Mensagem Viva de Deus: Vejo-te qual gaivota de luz, ora em altíssimos voos pelas Esferas e Santuários do Céu, ora pousando serenamente no Coração da Rocha dos Séculos… E mal posso balbuciar: Chico querido, Deus te abençoe, Deus te abençoe!…
 
> Autoria: Clóvis Tavares | Livro: 30 anos com Chico Xavier| editora: FEB\IDE
> Foto: Lauren Cunha - rosa branca do jardim "Chico Xavier" da Escola Jesus Cristo




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