Pular para o conteúdo principal

Ante os mortos


É verdade que te martirizas, à frente da morte, na Terra, mormente quando a morte surge, a ceifar-te os entes caros.

Aflitiva é a contemplação dos que partem do mundo, em nossos braços, quando nos achamos no mundo, muita vez a nos endereçarem angustioso olhar, como a pedir-nos mais vida no corpo físico, sem que nos possamos arredar da impossibilidade de fazê-lo.

Profundamente constrangedora é a mágoa de sentir-lhes as mãos desfalecentes em nossas mãos ansiosas, na despedida.

Entretanto, pensa neles, os companheiros que partem, na condição de viajores amados que te deixam provavelmente carregando consigo indagações muito mais agudas do que aquelas que se te estacam no coração.

Reflete nisso e não lhes agraves a dor.

Muitos deles se afastam marcados por impositivos urgentes de reajuste.

Compelidos a se arrancarem de hábitos longamente estabelecidos, quase sempre oscilam ante os chamamentos da rotina terrestre e as exigências de renovação da Vida Espiritual.

E isso lhes custa empeços e problemas para as readaptações necessárias.

Mentaliza-os na condição de criaturas queridas, em refazimento para que se afeiçoem, sem maiores delongas, aos encargos novos que os aguardam.

Abençoa-os com as tuas melhores recordações, porque as lembranças ou as palavras alcançam a todos eles, com endereço exato.

Compacede-te dos supostos mortos e abstenha-te de sobretaxar-lhes as preocupações com o pranto da angústia.

Ao invés disso, dá-lhes a cobertura afetiva, cumprindo, tanto quanto possível, os deveres que estimariam ainda continuar a satisfazer.

Eles estão em outras faixas de vivência, mas não irremediavelmente distantes.

São amigos que te antecederam na inevitável viagem para a Vida Maior, a te rogarem auxílio, a fim de se retornarem no próprio equilíbrio, ante o desempenho das novas tarefas que abracem.

Não olvides: converte a saudade em oração de esperança e enviam-lhes os teus pensamentos de compreensão e de paz.

Ampara-os agora para que te amparem depois.

Emmanuel.
Psicografado por Chico Xavier.
Do livro: "Canais da Vida".

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Resumo de '50 anos depois'

Leia aqui o resumo do livro '50 anos depois' (Emmanuel /Chico Xavier), organizado por Hilda Mussa Tavares. Download

Programa de Abril

Programação Semanal Aos domingos, aula de Evangelho às 8h15 e Pregação às 10h, seguida de passe magnético. Às segundas-feiras, pregação às 18h30, seguida de passe magnético. Terça a quinta-feira, pregação às 16h, seguida de passe magnético. Sexta-feira, pregação às 20h, seguida de passe magnético.

Dia de Célia Lúcius

Após descobrir que a nossa querida Célia Lúcius, personagem central do livro "50 anos depois", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier, é a mesma Santa Marina, cujo dia é comemorado pela comunidade cristã em 18 de junho, Clóvis Tavares instituiu o Dia de Célia Lúcius em nossa Escola Jesus Cristo. Veja como o Professor Clóvis costumava homenagear a nossa querida Célia em nossa "Casa de Bênçãos"... A seguir, uma seção de fotografias tiradas por nossa irmã Roseleni Machado, durante sua visita à Itália, trazendo as memórias de nossa Célia Lúcius quando viveu como Irmão Marinho. Igreja de Santa Maria Formosa (Veneza, Itália) Nela estão guardados os restos mortais de Célia Lúcius / Santa Marina. Pintura de Santa Marina no interior da Igreja. Abaixo, os restos mortais de nossa querida Célia. Véu usado por Célia quando viveu como Irmão Marinho no Mosteiro em Alexandria. Ruínas do Monte Palatino, em Roma, Itália.  ...